segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Café, azia & leite

Tomei um café à tarde no trabalho que me fez mal. Café nunca me faz mal e eu bebo duas vezes por dia, pelo menos. Não sei o que houve que bateu uma azia fodida. Tarde chuvosa, bateu um soninho... É, aquele café não estava bom mesmo.

Fim de expediente, vou para a faculdade. Pra quê um ônibus com ar condicionado tão frio? Mais meia hora ali e eu congelaria, com certeza. Desci do ônibus e tive uma GENIAL idéia. Comprei uma Coca-Cola pra ver se melhorava o enjôo... PORRA NENHUMA!

Para piorar, na sala de aula senta uma criatura na minha frente fedendo a cigarro, um cara do meu lado fungando e tossindo e um babaca atrás de mim que não sossega na cadeira. E eu ali, esquisita e com sono.
Se eu matar a próxima aula a professora, só pra sacanear, vai fazer chamada. CER-TE-ZA!

Vou fazer xixi, volto e o professor ainda no mesmo ponto: Oligarquias, coronelismo, República do Café-com-leite... Café?! Não, obrigada.

C.Junger

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Com o mouse apontado para a cabeça.

Irônico. Inteligente. Com humor sarcástico.

Eu poderia estar descrevendo esse blog, mas estou falando de um de seus idealizadores, Jean Fellip, que faz hoje sua estréia como colunista do MeioAmargoo. Seja bem-vindo, Jean!



Contraditório eu começar minha participação aqui no Meio Amargo falando sobre
Suicídio Virtual. Mas eu sempre adorei contradições, então é isso e acabou.

Acabou!


Essa foi a sensação que tive ontem ao apertar o botão "Excluir a conta" no famigerado Orkut. O botão me pareceu um gatilho, que apontado para minha cabeça acabava de vez com a minha vida. Virtual, é claro! Na verdade fiz isso mais como laboratório para esse texto. É, mais ou menos. Claro que aliado a uma falta de paciência sem tamanho para recados, atualizações, login e senhas.


Hoje, apenas um dia após o acontecido, já sinto os efeitos que isso causa em uma sociedade cada vez mais presa a um mundo de mentiras e aparências; Frases como "Meu Deus, o que aconteceu com seu Perfil?" ou "Que 'piti' foi esse de deletar a conta no Orkut?" estão sendo repetidas a cada cinco minutos.

A resposta para as perguntas é sempre a mesma: [cara serena, riso disfarçado]

Eu quis!


Eu, o Jean, continua aqui. Eu sou isso, esse bolo de carne (por hora, mais carne do que deveria ter) que anda, fala, pensa, erra. Aquilo lá era apenas uma página de internet com pouco mais de 100 fotos e alguns recados.
Continuo amando as pessoas que amo.
Continuo pensando as coisas que penso.
Continuo sendo o que eu sempre fui. A diferença é que agora estou disponível em um canal a menos de comunicação.


Não adianta vir com esse papo de "mi mi mi, alienação, blá blá blá". Alienação de verdade é achar que uma página de internet que pode ser maquiada do jeito que quiser mostra algo sobre você.

Quer me "add"? Venha falar comigo. Escute minha voz, sinta meu cheiro, sinta a minha energia. E você estará aceito não em uma página de internet, mas sim na vida de uma pessoa.
Não sei onde vai parar esse meu estudo quase que antropológico. Mas, por enquanto está sendo divertido. Pode ser também que eu volte a ser uma página de internet bonitinha com fotos pensadas e publicadas sobre legendas espertinhas.


Você sabe, eu adoro uma contradição.

J.Fellip

domingo, 20 de setembro de 2009

Psicologia e crônica

Vinte e uma horas e vinte minutos. Aula de Psicologia: O funcionamento do inconsciente, as patologias da mente humana, as neuroses, as psicoses, as principais fases da Psicologia, o Behaviorismo, Freud, blá blá blá... E eu me lembro que esqueci de preparar a crônica para a aula de Português, que por acaso é amanhã de manhã.
Esqueci de escrever a tal crônica porque, revirando uns arquivos, encontrei uns textos que seriam usados em um blog que eu ia criar em parceria com um amigo (projeto que nunca saiu do papel). Escolho um desses textos, dou uma revisada, imprimo e tudo certo! A idéia pareceu um pouco desonesta, bateu uma dorzinha na consciência, mas eu acabei dando o problema por resolvido e me esquecendo dele. Ok, eu tenho que praticar a escrita e a professora merece um texto novinho, feito só para ela... Mãos à obra! O inferno vai ser chegar em casa depois das onze, ligar o computador, tirar criatividade sei lá de onde e rezar para a impressora não dar pane.
Vinte uma e trinta e cinco e a professora começa a explicar que a Psicologia tem como objeto de estudo o homem, porém com um enfoque diferente da Filosofia, da Antropologia e da Sociologia... JURA?! Poxa, ainda bem, né? Senão seria inútil estar ali assistindo àquela aula, uma vez que já cursei Filosofia, Sociologia e também Antropologia.
Resolvo então começar a esboçar meu texto e a colega ao lado começa a tentar ler o que estou escrevendo porque pensa que estou fazendo anotações sobre a aula. Coitada! Fica tensa com as minhas intermináveis anotações sem saber que estou bem longe de todo aquele papo behaviorista. Como se já não bastasse a colega de olho nos meus escritos, a professora decide colocar mais matéria no quadro. Largo o esboço da crônica e vou copiar a matéria...
É incrível! A gente cresce lendo crônicas nos jornais, nas revistas, nos blogs etc, mas na hora de sentar e escrever uma parece o fim do mundo, Enfim, cheguei em casa e fui direto para o computador. Porém, como eu estava cansada, estressada, com fome e sono, para melhorar minha situação o pior aconteceu: O COMPUTADOR NÃO LIGOU! Na verdade, ele ligou, as luzes todas acesas, mas a tela completamente APAGADA.
Quinhentos palavrões depois, eu decido escrever o texto à mão mesmo. Melhor do que chegar na aula sem a bendita crônica. Ninguém manda deixar tudo pra última hora. Aliás, isso de deixar tudo para a última hora, dizem, é coisa de brasileiro. Pois é... Uma loucura, né? Mas quem sabe "Freud explica"?

C.Junger