Esqueci de escrever a tal crônica porque, revirando uns arquivos, encontrei uns textos que seriam usados em um blog que eu ia criar em parceria com um amigo (projeto que nunca saiu do papel). Escolho um desses textos, dou uma revisada, imprimo e tudo certo! A idéia pareceu um pouco desonesta, bateu uma dorzinha na consciência, mas eu acabei dando o problema por resolvido e me esquecendo dele. Ok, eu tenho que praticar a escrita e a professora merece um texto novinho, feito só para ela... Mãos à obra! O inferno vai ser chegar em casa depois das onze, ligar o computador, tirar criatividade sei lá de onde e rezar para a impressora não dar pane.
Vinte uma e trinta e cinco e a professora começa a explicar que a Psicologia tem como objeto de estudo o homem, porém com um enfoque diferente da Filosofia, da Antropologia e da Sociologia... JURA?! Poxa, ainda bem, né? Senão seria inútil estar ali assistindo àquela aula, uma vez que já cursei Filosofia, Sociologia e também Antropologia.
Resolvo então começar a esboçar meu texto e a colega ao lado começa a tentar ler o que estou escrevendo porque pensa que estou fazendo anotações sobre a aula. Coitada! Fica tensa com as minhas intermináveis anotações sem saber que estou bem longe de todo aquele papo behaviorista. Como se já não bastasse a colega de olho nos meus escritos, a professora decide colocar mais matéria no quadro. Largo o esboço da crônica e vou copiar a matéria...
É incrível! A gente cresce lendo crônicas nos jornais, nas revistas, nos blogs etc, mas na hora de sentar e escrever uma parece o fim do mundo, Enfim, cheguei em casa e fui direto para o computador. Porém, como eu estava cansada, estressada, com fome e sono, para melhorar minha situação o pior aconteceu: O COMPUTADOR NÃO LIGOU! Na verdade, ele ligou, as luzes todas acesas, mas a tela completamente APAGADA.
Quinhentos palavrões depois, eu decido escrever o texto à mão mesmo. Melhor do que chegar na aula sem a bendita crônica. Ninguém manda deixar tudo pra última hora. Aliás, isso de deixar tudo para a última hora, dizem, é coisa de brasileiro. Pois é... Uma loucura, né? Mas quem sabe "Freud explica"?
C.Junger
Ainda não posso comentar nada. Tô emocionado demais.
ResponderExcluirParabéns pelo texto amiga.
ResponderExcluirÉ uma ótima crônica do cotidiano. Quer dizer que você resolveu a questão escrevendo a crônica sobre ela mesma!? Ótima ideia!
Fico feliz de ``ver`` você escrevendo.
O texto é muito bom, Branca! Eu já tinha elogiado, mas sempre vale a pena fazer uma boa crítica mais uma vez! :D Está de parabéns e, assim, o blog vai ser um sucesso!
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